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quarta-feira, 16 de março de 2016

CAPRINOS PODE SER CHAVE PARA CURA DO HIV

ADAÍRA SENE
Uma pesquisa conduzida por cientistas pernambucanos em parceria com a iniciativa privada internacional estuda o uso do vírus da artrite encefalite caprina, o Caev, como elemento para exterminar o HIV das células humanas, sem causar danos ao portador. A pesquisa observa mecanismos de interferência do vírus caprino sobre outros que impactam a saúde e promete reestruturar a forma de se tratar diversas infecções.

Por haver incidência do Caev nos rebanhos de cabras, Pernambuco foi escolhido para sediar análises de validação e desenvolvimento da metodologia, criada pelo pesquisador e médico australiano Sam Chachoua. As análises são realizadas sob a supervisão da doutora em físico-química e professora da UFPE Patrícia Farias, com financiamento da empresa OF Joseph PB&T.

Patrícia explica que resultados preliminares de estudos com populações rurais que têm contato com caprinos e são portadoras do vírus mostram o desenvolvimento de resistência ao HIV. "Há casos em que ele não se manifesta ou se manifesta de forma menos intensa, mas tudo ainda é suposição", detalhou a doutora.

O financiador do projeto, o hondurenho Joseph Miller, acredita que quando o estudo de competência viral induzida estiver comprovado no projeto, o impacto será tal que vai gerar um novo paradigma para a biotecnologia. Para Miller, a assistência médica será redefinida e expandida para considerar que organismos vivos (tais quais os vírus) são possíveis aliados na batalha contra doenças e apoiam a otimização da saúde para o bom funcionamento do corpo humano.

Os estudos começaram a ser desenvolvidos nos Estados Unidos e ainda estão na fase inicial de implantação. Nesta etapa, é feita a consolidação de dados a respeito do Caev, que é um retrovírus - assim como o HIV -, mas ainda mais forte. A ideia base é de que, se o portador do HIV contrai o Caev, é possível que o vírus caprino extermine o HIV das células. A primeira fase da pesquisa deve se estender até a primeira quinzena de março.

No rebanho caprino, o Caev causa inflamações, mas, até o momento, não há indícios de que eles gere patologias em seres humanos. Daí a possibilidade de que se tenha encontrado o caminho para uma possível cura de infecções virais. "O Caev parece inibir a ação de diversos vírus em humanos. É como se eles entrassem em competição no organismo e, por ser mais forte, o vírus caprino vence", acrescenta Patrícia.


Na fase atual da pesquisa, os especialistas estão compilando dados sobre o Caev através da identificaçao e classificação dos tipos do vírus. Os estudos locais mobilizam uma equipe com cinco profissionais e dois estagiários. O orçamento inicial é de US$ 970 mil dólares, mas a verba poderá chegar a US$ 4 milhões.
Capril Virtual/Chorrochó em Foco
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