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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

GAROTO DE PETROLINA COM DOENÇA RARA ESTÁ SEM RECEBER ALIMENTAÇÃO ESPECIAL

Família ganhou direito de receber os suplementos alimentares do Governo. Pedro Rodrigues de 16 anos pesa 25kg e encontra-se paralisado.
Em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, um adolescente de 16 anos de idade, sofre a pouco mais de um ano com a encefalite viral. A doença rara provoca uma inflamação no cérebro, causando a paralisia do garoto. Com isso, ele precisa de uma alimentação especial. Esta deveria ser fornecida pelo Governo do Estado de Pernambuco, conforme decisão judicial, mas segundo familiares, o fornecimento foi interrompido,
Pedro Rodrigues Medrado Neto encontra-se paralisado em uma cama e se alimenta com a ajuda de doações. “Ele deu uma dor de cabeça e uma febre, e foi perdendo a voz, levamos para o Hospital de Traumas. Nessa época, ele ainda falava, andava e tomava o banho dele. Em cinco dias, ele paralisou e deu uma parada cardíaca”, explica a dona de casa, Maria José da Silva.
Garoto com doença rara precisa se alimenta através de suplementos (Foto: Reprodução/ TV Grande Rio)Garoto com doença rara precisa se alimenta
através de suplementos
(Foto: Reprodução/ TV Grande Rio)
O menino pesa hoje 25kg, mas por falta de uma alimentação específica, Pedro já chegou a pesar 15 kg. A alimentação que ele necessita deveria ser fornecida pelo Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria Municipal de Saúde. A família ganhou na justiça o direito de receber os suplementos alimentares. “Está com oito meses e nunca foi resolvido. Só recebi 90 caixas de cada e não recebi mais nada”, relata Maria José.
As latas que a família conseguiu foram por meio de doações de pessoas como o empresário João Guilherme. Ele ficou sabendo do caso e resolveu fazer uma mobilização pelas redes sociais. “Conseguimos ar-condicionado, colchão especial, travesseiro e 30 dias da alimentação especial”.
De acordo com o neurologista, Tércio Cavalcanti, o tratamento da encefalite viral precisa ser feito ainda no início do diagnóstico. “A forma mais comum de adquiri-la é por reativação do vírus latente no corpo humano da pessoa. A pessoa já teve contato com o vírus em algum momento da vida. A gente tem muitos casos no mundo todo de herpes simples tipo I que é aquela labial, quando a gente tem contato com esse vírus a gente se recupera da doença, mas ele fica no nosso corpo de forma inativada”, explica.
Ainda segundo o médico, o tratamento precisa ser multidisciplinar. “Deve fornecer a melhor via de nutrição para evitar a desnutrição e fisioterapia, não só motora, mas a respiratória”, reforça.
A Secretaria Estadual de Saúde informou que tem trabalhado para agilizar o processo de aquisição da alimentação de Pedro. Um dos três alimentos que devem ser fornecidos já foi entregue ao estado e deve estar disponível para o paciente nos próximos dias. O outro está com entrega atrasada pelo fornecedor, que já recebeu notificação da secretaria para agilizar a entrega. E o terceiro alimento ainda está em processo de cotação e não houve fornecedor interessado em vender o produto.
G1/PE
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