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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

JOVEM FILMA HOMEM SE MASTURBANDO DENTRO DE ÔNIBUS EM SALVADOR: 'ME SENTI ABUSADA'

Medo de sofrer um assalto no coletivo logo foi substituído por muitos outros sentimentos: vergonha, desconforto, tristeza, raiva
Era o caminho de todos os dias, mas em um ônibus que não era aquele que a manicure Renata*, 30 anos, costuma pegar para ir para o trabalho, no Shopping Paralela, um pouco antes das 9h. A linha? Jardim Nova Esperança-Lapa. Só que, naquele dia – segunda-feira, dia 10 deste mês – algo estava fora do lugar.  
O ônibus não estava cheio e tinha poucas mulheres. Renata estava sentada e, separado pelo corredor, mas na mesma fileira, estava um homem. “Nos assentos da frente dele, estavam duas amigas conversando, mas ele estava sozinho. Comecei a sentir ele incomodado, primeiro mexendo na bolsa. Não podia olhar diretamente, mas vi que tinha algo estranho. Fiquei com medo e quis ligar para a polícia”, contou.
Quando colocou o celular no ouvido, não discou 190. Ao invés disso, abriu o aplicativo da câmera e começou a gravar o homem ao seu lado, como se estivesse falando com alguém ao telefone. Ela ficou sem reação quando percebeu o que estava acontecendo: ele se masturbava ali, tranquilamente. “Eu sou barraqueira de fechar barraco, mas não tive ação. Foi tão assim que me senti constrangida, me senti abusada”.
ESTUPRO
O medo de sofrer um assalto no coletivo logo foi substituído por muitos outros sentimentos: vergonha, desconforto, tristeza, raiva – e, principalmente, outro tipo de medo. 
Aquele medo que só mulheres sabem como é; o medo do estupro; o medo de sofrer uma violência simplesmente por ser mulher. “Não importa se foi físico ou não. Mas eu não sou obrigada a participar desse ato sexual dele”, sentenciou.
A reação – ainda que não fosse a que ela queria, inicialmente – veio pouco depois. De forma discreta, foi até o cobrador e falou o que o cara estava fazendo. Só que o rodoviário disse que não podia fazer nada. No máximo, se passasse uma viatura da polícia, eles poderiam chamar e pedir que os policiais intervissem. “Eu disse que estava com medo e que não queria ficar no ônibus”. E foi embora. Na saída, já do lado de fora, fez um gesto de telefone com as mãos, e gritou para ele que ligaria para a polícia. O dito cujo respondeu com um sorriso.
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