Informação foi publicada na edição desta segunda do 'Diário Oficial da União'. Contingenciamento impedirá o uso de R$ 1,7 bi do orçamento do Judiciário.
Uma portaria publicada no "Diário Oficial da
União" desta segunda-feira (30) e assinada pelos presidentes dos tribunais
superiores informa que o corte no orçamento do Judiciário vai inviabilizar as
eleições de 2016 por meio eletrônico.
Ao todo, o contingenciamento impedirá a utilização de R$
1,7 bilhão do orçamento do Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça
(STJ), Justiça Federal, Justiça Militar da União, Justiça Eleitoral, Justiça do
Trabalho, Justiça do Distrito Federal e Territórios e Conselho Nacional de
Justiça (CNJ).
A portaria é assinada por Ricardo Lewandowski,
presidente do STF e do CNJ; Dias Toffoli, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Laurita Vaz, vice-presidente do
STJ e presidente em exercício do conselho da Justiça Federal; Antonio Levenhagen,
presidente do TST; William Barros, presidente do Superior Tribunal Militar; e
Getúlio Oliveira, presidente do TJDFT.
A portaria desta segunda não explica os motivos que
inviabilizarão o uso das urnas eletrônicas no ano que vem.
"O contingenciamento imposto à Justiça Eleitoral
inviabilizará as eleições de 2016 por meio eletrônico", diz o texto
publicado.
Veja quanto cada tribunal ficará impedido de utilizar no
orçamento com o contingenciamento:
-Supremo
Tribunal Federal: R$
53.220.494,00
- Superior Tribunal de Justiça: R$ 73.286.271,00
- Justiça Federal: R$ 555.064.139,00
- Justiça Militar da União: R$ 14.873.546,00
- Justiça Eleitoral: R$ 428.739.416,00
- Justiça do Trabalho: R$ 423.393.109,00
- Justiça do DF e Territórios: R$ 63.020.117,00
- Conselho Nacional de Justiça: R$ 131.165.703,00
- Superior Tribunal de Justiça: R$ 73.286.271,00
- Justiça Federal: R$ 555.064.139,00
- Justiça Militar da União: R$ 14.873.546,00
- Justiça Eleitoral: R$ 428.739.416,00
- Justiça do Trabalho: R$ 423.393.109,00
- Justiça do DF e Territórios: R$ 63.020.117,00
- Conselho Nacional de Justiça: R$ 131.165.703,00
Em nota, o TSE informa que o bloqueio de R$
428.739.416,00 do orçamento da Justiça Eleitoral para 2016 "compromete
severamente" projetos do próprio tribunal e dos Tribunais Regionais
Eleitorais (veja íntegra da nota ao final desta reportagem).
"O impacto maior reflete no processo de aquisição
de urnas eletrônicas, com licitação já em curso e imprescindível contratação
até o fim do mês de dezembro, com o comprometimento de uma despesa estimada em
R$ 200.000.000,00", diz trecho da nota.
"A demora ou a não conclusão do procedimento
licitatório causará dano irreversível e irreparável à Justiça Eleitoral. As
urnas que estão sendo licitadas tem prazo certo e improrrogável para que
estejam em produção nos cartórios eleitorais", afirma o TSE.
Ao final do texto, o TSE afirma que o presidente do
tribunal, ministro Dias Toffoli, irá, em conjunto com o ministro Ricardo
Lewandowski, "envidar todos os esforços no Congresso Nacional para que as
verbas devidas sejam autorizadas, a fim de se garantir a normalidade das
eleições do ano que vem".
Veja abaixo a íntegra da nota divulgada pelo TSE:
Nota à
imprensa: contingenciamento comprometerá as Eleições Eletrônicas Municipais de
2016
A Portaria
Conjunta nº 3/2015, publicada nesta segunda-feira (30) no Diário Oficial da
União e assinada pelos presidentes dos tribunais superiores, informa que o
contingenciamento de recursos determinado pela União para cada área do Poder
Judiciário, incluindo a Justiça Eleitoral, “inviabilizará as eleições de 2016
por meio eletrônico”.
Na semana
passada, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Dias Toffoli, já
havia procurado o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro
Ricardo Lewandowski, para expor a preocupação diante da medida do Executivo.
O total que não
será repassado para a Justiça Eleitoral soma exatos R$ 428.739.416,00 o que
prejudicará a aquisição e manutenção de equipamentos necessários para a
execução do pleito do próximo ano. Esse bloqueio no orçamento compromete
severamente vários projetos do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).
O impacto maior
reflete no processo de aquisição de urnas eletrônicas, com licitação já em
curso e imprescindível contratação até o fim do mês de dezembro, com o
comprometimento de uma despesa estimada em R$ 200.000.000,00.
A demora ou a
não conclusão do procedimento licitatório causará dano irreversível e
irreparável à Justiça Eleitoral. As urnas que estão sendo licitadas tem prazo
certo e improrrogável para que estejam em produção nos cartórios eleitorais.
Na espécie, não
há dúvida que o interesse público envolvido há que prevalecer, ante a iminente
ameaça de grave lesão à ordem, por comprometer as Eleições Eletrônicas
Municipais de 2016.
A portaria dos
tribunais superiores é assinada pelos presidentes do STF, ministro Ricardo
Lewandowski, do TSE, ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior do Trabalho
(TST), ministro Antonio José de Barros Levenhagen, do Superior Tribunal Militar
(STM), William de Oliveira Barros, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e
Territórios (TJDFT), desembargador Getúlio de Moraes Oliveira, e pela
vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz.
O presidente do
TSE registra e agradece o apoio do presidente do Supremo Tribunal Federal,
ministro Ricardo Lewandowski, e informa que, juntos, irão envidar todos os
esforços no Congresso Nacional para que as verbas devidas sejam autorizadas, a
fim de se garantir a normalidade das eleições do ano que vem.
G1/BA

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