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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

BRIGA POR MEGAHAIR MOTIVOU MORTE DE JOVEM; CORPO IRIA PARA LIXÃO, DIZ POLÍCIA

Crime aconteceu na cidade de Feira de Santana, a 100 km de Salvador. Suspeita escondeu corpo dentro de cama e tentou fugir em carroça.
Um briga por conta de um megahair foi o que motivou o assassinato da jovem Thaiure Silva De Araujo, 20 anos, que teve o corpo escondido dentro de uma cama box depois de levar cerca de 50 facadas. O crime ocorreu em Feira de Santana, cidade a 100 quilômetros de Salvador. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (29) pela Polícia Civil.
A suspeita de cometer o crime é a companheira da vítima, Taise Fortunata dos Santos, 19, que tentou fugir com o corpo em um carroça para jogar em um lixão da cidade. Ela foi presa em flagrante e encaminhada para o presídio.
Corpo da vítima caiu de carroça (Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade )Corpo da vítima foi colocado dentro de cama box e
seria levado de carroça para lixão, diz polícia.
(Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade )
As duas são usuárias de drogas e moravam juntas em uma casa alugada há cerca de três meses, na Avenida Canal, no bairro Rua Nova.
De acordo com o delegado João Uzzum, titular da 1ª Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Coorpin/Feira de Santana), ela alegou, em depoimento, que Thaiure teria pego seu megahair e que não teria devolvido. "Foi então que houve a discussão entre as duas e acabou dando no que deu", disse o delegado, em contato com o G1.
Durante a briga, a suspeita pegou uma faca e desferiu golpes em várias partes do corpo da companheira. Depois do homicídio, ela escondeu o corpo dentro da cama box enrolado em cobertores. Segundo a polícia, a suspeita teria contratado dois carroceiros para que fizessem o transporte do corpo até um lixão. "Os carroceiros não sabiam que o corpo estava dentro da cama e chegaram a colocar em cima da carroça. Antes disso, ela ainda teria pedido auxílio de uma outra pessoa para que a ajudasse a esconder o corpo, mas essa pessoa não quis se envolver e resolveu denunciá-la", disse o delegado.
Faca que pode ter sido usada no crime foi apreendida pela polícia (Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade)Faca que pode ter sido usada no crime foi
apreendida pela polícia
(Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade)
Quando estava no percurso, a caminho do lixão, populares descobriram o cadáver da vítima escondido, agrediram a suspeita e chamaram a polícia. Ferida, Taise foi levada ao Hospital Geral Clériston Andrade, onde recebeu voz de prisão.
A suspeita contou, em depoimento, que, após o homicídio, tentou amputar uma das pernas da companheira para colocar o corpo dentro de um caixa, mas que não conseguiu e, então, optou por esconder o cadáver no interior da cama.
Conforme o delegado, os carroceiros já foram ouvidos como testemunhas. Já o homem que teria sido chamado pela suspeita para ajudar na ocultação do corpo ainda não foi encontrado. Segundo o delegado, ele também prestará depoimento como testemunha, já que não tem nenhum participação no crime
De acordo com o delegado João Uzzum, a suspeita responderá por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vitima, além de ocultação de cadáver. Caso seja condenada, pode pegar até 30 anos de prisão.
De acordo com a polícia, Taise ficou presa por 15 dias, no início desse ano, por ter tentado matar um ex-companheiro com um pedaço de pau. A vítima teve o crânio afundado, mas sobreviveu.
O crime
A suspeita de cometer o assassinato foi flagrada, por volta das 14h30, no momento em que tentava transportar em uma carroça o corpo da vítima. Na casa, a polícia encontrou uma faca que pode ter sido a arma utilizada no crime. No local, também foi localizado uma fronha com manchas de sangue.
G1/BA

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