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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Chorrochó, página do tempo, página da vida: Virgílio Ribeiro de Andrade

Virgílio e sua irmã Virgínia, em foto de 2012/Reprodução facebook

Virgílio Ribeiro de Andrade, assim como este escrevinhador, já um pouco adiantado em anos, continua firme, impoluto, altivo e, sobretudo, digno.

Aliás, dignidade, retidão de caráter e irrepreensibilidade de conduta são qualidades impressionantes de Virgílio.  

Com ascendência no simpático município de Uauá, filho de Jerônimo Rodrigues de Andrade e de D. Aderlinda Ribeiro de Andrade, Virgílio se mudou para Chorrochó ainda jovem.

Pioneiro na história da comarca de Chorrochó, instalada em outubro de 1967, Virgílio exerceu com zelo e eficiência, a titularidade do Cartório de Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Protesto de Títulos, além de outras subsequentes funções que lhe foram direcionadas pelo Tribunal de Justiça da Bahia na jurisdição da comarca, sempre com absoluta correção e responsabilidade.

Virgílio constituiu família nobre, exemplar e bem estruturada em Chorrochó. Casou-se com a professora Maria do Socorro Menezes Ribeiro e tiveram o filho Rogério Luiz Menezes Ribeiro.

Hoje, Virgílio tem netos que enfeitam sua vida, ajudam a diluir as fragilidades e atribulações e amenizam o prosseguimento da caminhada. Mas não é só. Tem amigos e admiradores. Muitos.

Dinâmico, irrequieto e sobremaneira prestativo, Virgílio participou ativamente da vida social da cidade e, por extensão, do município de Chorrochó.

Fundou e organizou clubes sociais, a exemplo da ARAM – Associação Recreativa Amigos dos Menezes – e sempre se manteve disposto a orientar quem precisasse de auxílio, esclarecimento de dúvidas e colaboração de toda ordem.

Exemplo de hospitalidade e generosidade, sua casa se transformou numa espécie de refúgio encantador e sempre esteve de portas abertas para receber amigos, conhecidos, autoridades, visitantes, pessoas simples da zona rural e até intrusos, como este atabalhoado cronista que, por algum tempo, vivi lá.  

Virgílio é uma espécie de consultor em generalidades. Orienta, sugere, indica as encruzilhadas e pedras do caminho e, sobretudo, é generoso, educado, essencialmente prestativo.   

Tão depressa vi os anos se passarem que, nalgum ponto desta espinhosa estrada, me veem lembranças – boas lembranças, inesquecíveis lembranças.

São famosos, em todas as cidades, os bares frequentados por artistas, jornalistas, políticos, advogados, intelectuais, escritores e gente que a fama não alcançou. Conheço alguns, vários.   

Em Chorrochó, o Bar Potiguar, hoje desaparecido (merece um livro), era o ponto de encontro de muitos da sociedade chorrochoense numa quadra do tempo.  Era uma espécie de universidade de costumes.

De lá saía o conhaque para o Dr. Olinto Lopes Galvão Filho, primeiro juiz de Direito da comarca de Chorrochó. Lá frequentou, mais tarde, outro juiz da comarca, querido de todos, Dr. Benedito José Carvalhal de Souza.

Virgílio Ribeiro de Andrade era dono do Bar Potiguar e responsável por agregar todas essas pessoas. Ágil, atencioso, exemplo de anfitrião e de amigo, carrega até hoje a virtude de saber aproximar as pessoas e tratá-las bem e educadamente.  

Confesso. Aqui a modéstia dá lugar à vaidade. Guardo um pouco de orgulho de ter sido garçom do Bar Potiguar sob a supervisão de Virgílio, que era meu patrão. Lá construí muitas amizades nascidas ao entorno de seu balcão. Algumas persistem até hoje.

Virgílio engendrou, organizou e comandou muitas coisas boas em Chorrochó e contribuiu tenazmente com as instituições do lugar.

A História de Chorrochó certamente lhe reservará algumas páginas para não ofuscar sua importância no município.

CRÉDITO: araujo-costa@uol.com.br



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