O operativo, denominado Operação Glaslighting, revelou que o suspeito mantinha relações virtuais controladoras com pelo menos 15 adolescentes, cujas idades variam entre 15 e 17 anos. As evidências apontam que ele exigia que essas vítimas o chamassem de “mestre”, além de coagi-las a gravar vídeos íntimos e de automutilação, incluindo marcar seus corpos com palavras usando uma navalha.
Surpreendentemente, o jovem suspeito, aluno do curso de áudio e vídeo do Instituto Federal de Brasília (IFB), possuía um canal no YouTube focado em temas como depressão e autoajuda. Esse canal, que contava com aproximadamente 4 mil inscritos, servia como ferramenta para que ele estabelecesse confiança com suas vítimas. Posteriormente, de acordo com declarações do delegado Tell Marzal, o jovem solicitava imagens íntimas e começava a coagir as adolescentes de forma sexual.
As investigações também descobriram que o suspeito utilizava a rede de computadores do IFB para a distribuição do material de abuso. Essa estratégia tinha como objetivo ocultar sua identidade ao aproveitar-se do endereço IP público do instituto. Durante a inspeção domiciliar, a polícia encontrou provas concretas de armazenamento de material pornográfico infanto-juvenil, produzido com seus próprios equipamentos e os da instituição acadêmica. A família do suspeito, até então alheia à situação, descreveu-o como uma pessoa introspectiva, dedicada ao uso prolongado da internet.
Caso seja julgado e condenado, o suspeito pode enfrentar até 17 anos de detenção por várias acusações, incluindo registro não autorizado da intimidade sexual, armazenamento de pornografia infantil, incentivo à automutilação e ao suicídio, e estupro virtual.
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