Durante as horas mais quentes do dia, especialmente ao meio-dia e início da tarde, o asfalto amolecido se mostrou um empecilho para a locomoção. Veículos tinham seus pneus impregnados pelo material e os pedestres sentiam o asfalto grudar nas solas dos sapatos ao cruzar a estrada.
Apenas um mês após a inauguração, os sinais de desgaste já eram visíveis, destacando a má qualidade do serviço realizado. Segundo um morador local, a obra apresentou falhas desde o início: “Foi uma obra muito mal feita, com atraso e apenas uma fina camada por cima. A estrada, que é uma das vias principais de acesso a Fortaleza e tem um alto fluxo de tráfego, já apresentou problemas em menos de uma semana”.
O trecho problemático não apenas é estratégico por ligar a cidade à capital, mas também por sua proximidade ao estádio municipal e a duas escolas, intensificando ainda mais os transtornos no trânsito.
Diante dessa situação, a Superintendência de Obras Públicas (SOP) entrou em ação. A empresa encarregada pelo serviço foi notificada e, conforme a análise de técnicos, terá que refazer o trecho, que soma cerca de 150 metros. Os especialistas identificaram um problema ligado ao excesso de ligante asfáltico, que, aliado às elevadas temperaturas da região, levou ao comprometimento da via.
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