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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Caso Beatriz: 'São quatro anos de resistência', diz mãe da menina assassinada em Petrolina, PE

Caso Beatriz: 'São quatro anos de resistência', diz mãe da menina assassinada em Petrolina, PE

Beatriz Angélica tinha 7 anos quando foi encontrada morta com 42 marcas de facada no corpo, durante uma festa de formatura em um colégio particular, no dia 10 de dezembro de 2015.

Após quatro anos, os pais da menina Beatriz Angélica Mota Ferreira da Silva continuam em busca de respostas sobre o assassinato da filha de 7 anos. A menina foi encontrada morta no dia 10 de dezembro de 2015, com 42 marcas de facada no corpo, durante uma festa de formatura em um colégio particular de Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

“São quatro anos de muita saudade, muita dor, de muito sofrimento. Mas, também, são quatro anos de resistência, de resiliência, porque algumas pessoas acham que nós vamos desistir, vamos cansar, mas isso é impossível porque nosso amor por Beatriz supera tudo isso. A certeza que eu tenho, a minha fé, ela aumenta a cada dia, principalmente quando estamos dentro de uma investigação e a gente consegue apresentar elementos que favorecem a investigação”, diz a mãe de Beatriz, Lúcia Mota.
“A injustiça, ela dói, ela dilacera. Não tenho palavras para expressar o sentimento de perda de um filho. Mas, a busca pela sanidade, pela consciência, é uma luta constante. Nós temos muita fé e amor um pelo outro. É isso que nos mantém unidos assim”, acrescenta o pai da menina, Sandro Romilton Ferreira da Silva.
Pais da menina Beatriz Angélica — Foto: Emerson Rocha /G1 Petrolina
Segundo Lúcia, a investigação paralela feita pela família tem dado resultados. “A sociedade já percebeu o quanto é importante uma investigação paralela. O resultado disso foi uma denúncia que nós fizemos na Corregedoria do Estado de Pernambuco contra um perito da Polícia Civil que vendeu um plano de segurança para o Colégio Maria Auxiliadora [ Nossa Senhora Auxiliadora] logo após o crime de Beatriz. Isso é, no mínimo, imoral. Não deveria ter acontecido, mas, infelizmente, aconteceu e nós conseguimos reunir provas contra esse perito, contra a Polícia Civil”, afirma.
Por Emerson Rocha, G1 Petrolina

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