Justiça determinou pagamento de multa e honorários,
somando R$ 3 mil, por ação contra bar — Foto: Reprodução/RPC
Um homem foi condenado pela Justiça após abrir uma
ação contra um bar, pois estava insatisfeito com o tamanho de uma caipirinha. O
caso aconteceu em Curitiba. De acordo com o juiz do caso, o autor da ação agiu
de má-fé.
O
economista Ronaldo Valdívia alegou que em junho de 2018 pediu um drinque
chamado “Caipirão” em um bar. Segundo ele, o anúncio dizia que a bebida tinha
600 mililitros, mas quando o pedido chegou, a quantia no copo era menor do que
a anunciada.
Na ação, Ronaldo diz que reclamou
com os atendentes e teve que pedir outra bebida. Ele alegou no processo que
teve a honra e dignidade afetadas, além de desejos e vontades cassadas. Imagens
de Ronaldo com a bebida na mão foram anexadas ao processo.
MÁ-FÉ
O juiz Telmo Zainko, do Juizado
Especial de Curitiba, entendeu que o autor da ação agiu de má-fé e o condenou
ao pagamento de multa.
Na
sentença, o juiz cita que nas imagens anexadas ao processo um homem aparece de
maneira contente e descontraída. Para o juiz, quem teve o direito violado não
se apresentaria desta forma em uma fotografia.
Ainda na decisão, o magistrado
acrescenta que o autor da ação bebeu o drinque até o fim, pediu mais duas
cervejas e ainda ganhou desconto de R$ 25 na conta. O juiz cita que o fato não
havia sido comunicado por Ronaldo no processo.
Diante dos fatos, o juiz inverteu a
sentença contra o autor. Na decisão, Telmo Zanko diz que o Juizado Especial tem
como objetivo uma Justiça mais rápida e simples.
No entanto, segundo o juiz, os
Juizados têm enfrentado problemas de demandas judiciais causadas por “uma
verdadeira avalanche de pedidos de indenizações por danos morais totalmente
descabidos”.
A sentença condenou
o economista ao pagamento de multa de 10% do valor da ação, que é de R$ 10 mil.
Ele também foi condenado ao pagamento de honorários, calculados em 20% o valor
da causa. No total, o pagamento da condenação soma R$ 3 mil.
O OUTRO LADO
Por meio de nota, a
defesa de Ronaldo Valdívia disse que vai se manifestar apenas quando houver uma
decisão definitiva, já que o caso cabe recurso.
G1


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