O Supremo Tribunal Federal negou em
maio desse ano, o recurso movido pelo ex-prefeito de Paulo Afonso, Anilton
Bastos Pereira. Com
a negativa do ministro Alexandre de Moraes, não é mais cabível recurso e
Anilton torna-se inelegível. O ex-prefeito é candidato a deputado
estadual pelo Podemos.
Anilton foi acusado de utilizar indevidamente R$ 723.250,00 dos
cofres públicos, para pagar empresários do setor artístico que intermediaram a
contratação de atrações musicais para eventos festivos realizados na cidade no
período de 2009 a 2011, entre eles festas juninas e Réveillon.
A ação penal pública foi ajuizada em 2013 pelo Núcleo de
Investigação de Crimes Atribuídos a Prefeitos (CAP). Na época, o MP pediu o
afastamento do ex-prefeito por crime de responsabilidade.
No processo foi apontado ainda que as contratações foram
realizadas sem a realização de qualquer procedimento licitatório e os
empresários representaram apenas ocasionalmente as bandas, quando a lei exige
que as contratações artísticas devam ser feitas diretamente com o artista ou
com seu agente exclusivo.
Além disso, não teria sido comprovada a consagração de público e
de crítica especializada que justificasse a ausência de licitação, conforme
prevê a Lei 8.666/93.
Em junho desse ano, o BNews
revelou que Anilton era investigado ainda pelo Tribunal de Contas dos
Municípios da Bahia (TCM-BA) junto com o atual gestor, Luiz de Deus (PSD). O
alvo da investigação é um contrato firmado com a Cooperativa de Trabalho nas
Atividades das Áreas de Saúde, Promoção e Desenvolvimento Humano (Coonectar) no
valor de R$ 27,1 milhões no ano de 2016.
BOCÃO NEWS


Nenhum comentário:
Postar um comentário