A polícia identificou
dois suspeitos de agredirem um homem próximo ao Instituto Lula, em São Paulo, em uma confusão na noite desta quinta-feira
(5), após a ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A vítima, o
administrador Carlos Alberto Bettoni, de 56 anos, teve
traumatismo craniano e foi levado ao Hospital São Camilo, no
Ipiranga (zona sul), onde passou por cirurgia e segue internado.
Segundo
o delegado titular da 17º DP, Wilson Roberto Zampieri, o principal suspeito de
agredir Bettoni é o político Manoel Eduardo Marinho, conhecido como Maninho do
PT, que foi vereador e candidato a prefeito de Diadema pelo partido. O segundo
suspeito identificado é o filho do político, Leandro Eduardo Marinho.
Na noite
de quinta, Bettoni teria aguardado a saída de petistas do instituto e
interrompido uma entrevista do líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ),
aos gritos de “viado e filho da puta”.
“Vem apanhar aqui
seu filho da puta. Vai ser reeleito aqui, seu viado?”, disse o manifestante,
contrário ao ex-presidente. Irritado, Lindbergh se dirigiu ao homem de forma
desafiadora. Apoiadores de Lula afastaram o manifestante com empurrões e
chutes.
Segundo
a polícia, Manoel Eduardo Marinho teria dado o último empurrão, que derrubou o
manifestante. Na queda, Bettoni bateu a cabeça no para-choque de um caminhão e
caiu na rua, ensanguentado. Após um período desacordado, foi levado até o
hospital para atendimento.
A polícia investiga
a participação de um terceiro agressor, ainda não identificado.
Os três
vão ser indiciados por lesão corporal dolosa. “O último empurrão foi
desferido pelo Maninho do PT, isso fez com que a vítima batesse a cabeça no
caminhão, o que demonstra a intenção de agredir mesmo”, afirmou o
delegado. “Dependendo da gravidade da lesão, a pena
pode variar de um a oito anos de prisão”, diz.
A
reportagem procurou a Câmara de Diadema e o PT, mas não teve resposta. Com
informações da Folhapress.


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