Agentes queriam acessar dados de Linus
Phillip, de 30 anos, que foi morto pela polícia na Flórida. Namorada se queixou
de falta de respeito, mas tenente disse não precisar de ordem judicial por não
haver 'expectativa de privacidade depois da morte'.
Policiais
entraram em uma funerária da cidade de Clearwater, no litoral oeste da Flórida,
e usaram os dedos de um morto para tentar desbloquear o seu telefone celular,
tudo isso com o objetivo de investigar o tiroteio que ocasionou a morte,
segundo informou a imprensa local nesta segunda-feira (23).
O
fato, divulgado apenas agora, aconteceu em março, quando dois detetives da
polícia da cidade de Largo entraram na funerária Sylvan Abbey Funeral Home, em
Clearwater, com um celular que pertencia ao morto, Linus Phillip, de 30 anos, e
tentaram usar a impressão digital para tentar desbloquear o aparelho e acessar
as informações.
Apesar da tentativa inusitada, os
agentes não conseguiram desbloquear o smartphone do proprietário, segundo o
jornal “Tampa Bay Times”. A namorada do falecido, Victoria Armstrong, de 28
anos, que estava no local, expressou indignação com o fato e considerou a
iniciativa dos detetives uma falta de respeito.
O
tenente Randall Chaney confirmou o fracasso das tentativas de desbloquear o
telefone para acessar possíveis informações sobre o tiroteio no qual Phillip
foi abatido pelos agentes.
Chaney disse acreditar que uma ação
do tipo não requer uma ordem judicial porque “não é concedida uma expectativa
de privacidade depois da morte”. A opinião do tenente é polêmica e esbarra em
questões éticas e legais, inclusive na de dignidade na morte, mas vários
especialistas o respaldam, segundo a publicação.
Linus Phillip foi morto pela polícia
em março em um posto de gasolina da cidade de Wawa, quando tentou fugir dos
agentes em seu veículo.
AGÊNCIA EFE


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