“Estou tranquilo, mas
indignado como todo inocente fica quando é injustiçado”, escreveu o
ex-presidente, preso na PF em Curitiba
Em
sua primeira manifestação desde que foi preso para início de cumprimento da
pena de 12 anos e 1 mês no caso do triplex, o ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva garante continuar desafiando a Operação Lava Jato a fim de provar
sua inocência. Em carta divulgada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e lida no
acampamento montado no entorno da Superintendência da Polícia Federal em
Curitiba, onde está detido há 10 dias, o petista afirma que está
“tranquilo, mas indignado”.
“COMO TODO INOCENTE FICA INDIGNADO QUANDO É INJUSTIÇADO“
Luiz Inácio Lula da Silva
A “Carta do
presidente Lula ao acampamento Lula Livre em Curitiba” foi tornada pública pelo
PT e pela presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) – que, no
início da noite desta segunda-feira (16/4), leu o documento aos apoiadores
acampados em vigília nas ruas do entorno da PF curitibana desde o último dia 7.
“Continuo desafiando a Polícia Federal da Lava Jato, o Ministério
Público da Lava Jato, o Moro e a segunda instância a provarem o crime que alegam
que eu cometi”, registrou Lula. A carta teria sido ditada pelo petista e
escrita por um advogado. “Continuo acreditando na Justiça e, por isso,
estou tranquilo, mas indignado como todo inocente fica indignado quando é
injustiçado.”
O
DOCUMENTO FOI LIDO PELA PRESIDENTE DO PARTIDO, QUE TENTA VISITAR LULA NO
CÁRCERE. “EU TENHO ME COMUNICADO COM O PRESIDENTE DE FORMA ESCRITA ATRAVÉS DOS
ADVOGADOS, POIS NÃO CONSEGUI VISITÁ-LO”, DISSE GLEISI.
Segundo
Hoffmann, a carta foi escrita a pedido de Lula e entregue via advogados a
ela, para ser lida no acampamento. Lula ainda teria escrito: “Eu ouvi o que
vocês cantaram. Estou muito agradecido pela resistência e presença de vocês
neste ato de solidariedade”. E prossegue: “Tenho certeza que não está
longe o dia em que a Justiça valerá a pena. Na hora em que ficar definido que
quem cometeu crime seja punido. E que quem não cometeu seja absolvido”.
LEIA, NA ÍNTEGRA, A CARTA DO EX-PRESIDENTE
LULA
Eu ouvi o que vocês cantaram. Estou muito agradecido pela resistência e presença de vocês neste ato de solidariedade. Tenho certeza que não está longe o dia em que a Justiça valerá a pena. Na hora em que ficar definido que quem cometeu crime seja punido. E que quem não cometeu seja absolvido. Continuo desafiando a Polícia Federal da Lava Jato, o Ministério Público da Lava Jato, o Moro e a segunda instância a provarem o crime que alegam que eu cometi. Continuo acreditando na Justiça e, por isso, estou tranquilo, mas indignado como todo inocente fica indignado quando é injustiçado.
Eu ouvi o que vocês cantaram. Estou muito agradecido pela resistência e presença de vocês neste ato de solidariedade. Tenho certeza que não está longe o dia em que a Justiça valerá a pena. Na hora em que ficar definido que quem cometeu crime seja punido. E que quem não cometeu seja absolvido. Continuo desafiando a Polícia Federal da Lava Jato, o Ministério Público da Lava Jato, o Moro e a segunda instância a provarem o crime que alegam que eu cometi. Continuo acreditando na Justiça e, por isso, estou tranquilo, mas indignado como todo inocente fica indignado quando é injustiçado.
Grande abraço e muito obrigado,
Luiz Inácio Lula da
Silva
ESTADÃO CONTEÚDO


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