O palhaço, candidato mais votado nas eleições de 2010, fez
há pouco seu primeiro e último discurso na tribuna da Câmara e afirmou se
sentir envergonhado. Renúncia pode estar ligada ao fato de que denunciou uma
suposta tentativa de compra de voto que ele não tem como comprovar
O deputado federal Tiririca (PR-SP) anunciou
nesta quarta-feira (6) que renunciará ao seu mandato. Candidato mais votado das
eleições de 2010 sob o slogan “pior que tá, não fica”, o palhaço disse, no seu
primeiro e último discurso na tribuna da Câmara, que sai “envergonhado”.
“Seria
hipócrita se eu não falasse realmente que estou decepcionado. Decepcionado com
a política brasileira, decepcionado com muitos de vocês, muitos. Saio
totalmente com vergonha. Não são todos, mas eu queria que vocês tivessem um
olhar pelo nosso país, pela nossa saúde”, afirmou.
Um dos
parlamentares mais assíduos da Casa, Tiririca já vinha sinalizando há alguns
meses que não disputaria eleições em 2018 e que abandonaria a vida pública. Ele
está decepcionado com a conduta da maioria dos deputados que, segundo ele, não
olham pelo povo.
“Vamos esquecer um pouco as brigas, vamos esquecer um pouco o ego. E
vamos olhar para o nosso povo. O povo que eu falo é a aquele povo que necessita
de saúde e eu tenho certeza que nenhum de vocês passaram por isso. A gente sabe
que todos nós ganhamos bem para trabalhar, nem todos trabalham”, pontuou.
Tiririca não
mencionou, em seu discurso de despedida, as recentes declarações que fez em uma
entrevista, na semana passada, ao jornalista Roberto Cabrini, do SBT. Ele
afirmou, na ocasião, que recebeu uma proposta de compra de voto para votar
contra o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff no ano passado. O
parlamentar, no entanto, não revelou valores e nem de quem foi a proposta.
Pessoas próximas ao palhaço afirmam que sua saída pode estar ligada ao fato de
que ele não teria como provar tais declarações.



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