Misael Varjão é o representante legal da empresa
Atlântico. FOTO: PA4.COM.BR
Os pauloafonsinos estavam tão
acostumados à Vitran [empresa que detinha a concessão da linha urbana], que bem
ou mal, parecia aquele casamento que se vai levando pelo costume e amizade.
Nem a Vitran fazia esforço para mudar
sua organização e ofertar conforto ao passageiro, e por seu turno, a prefeitura
também deixava de fazer a sua parte cobrando um serviço melhor.
Veio uma nova licitação ano passado,
cuja Vitran acusa de fraudulenta com objetivo de tirá-la do páreo, e surge a
Atlântico, vencedora. Desde então a população viveu a expectativa para a
mudança. A empresa que perdeu recorre na justiça para anular o processo e a
Atlântico trabalha com uma liminar.
Querelas judiciais e políticas à
parte, ninguém com juízo é capaz de negar que o município precisava melhorar o
transporte público, que circulava mal todos os dias, e nos fins de semana se
quer isso.
Contudo, se perderam tanto a
prefeitura como a Atlântico. Não se organizaram para atender a demanda, como se
não fizessem ideia do que iriam encontrar; não facilitaram para que as pessoas
pudessem se registrar e obter a cartão eletrônico: estudantes, idosos etc., os
atrasos são constantes e trazem prejuízos ao passageiro; por último ainda
tiveram ônibus recolhidos pela Polícia Rodoviária Federal porque andavam sem as
placas devidamente registradas no sistema do Detran. Ou seja, uma bela soma de
problemas cuja conta recai totalmente para o cidadão.
Empresa Atlântico iniciou atividades em Paulo
Afonso com frota de 28 ônibus. (Foto/Divulgação)
Não se trata aqui de ter maus bofes
com a gestão municipal, simplesmente não se pode fugir da realidade, a palavra
PLANEJAMENTO é uma total desconhecida da prefeitura Paulo Afonso.
Isto posto, conversamos com Misael
Varjão, representante legal da Atlântico, e ele nos assegurou que será uma
questão de tempo. “Nós tivemos um processo apertado em termos de prazo, e num
curto período estaremos com todos cadastrados, estudantes, idosos, deficientes
todos os direitos garantidos, inclusive as empresas já estão nos procurando
para fazer o cadastro.”
Misael garantiu que esses problemas
ocorreram em quase todas as cidades cujo sistema foi implantado. “Eu acredito
que em no máximo trinta dias estaremos com tudo em ordem.”
DEMISSÕES
“Vamos aguardar o projeto [o vereador
Mário Galinho (SD) apresentou uma Projeto de Lei para proibir o motorista de
acumular funções] para que o Executivo analise, só que nós ganhamos com o
bilhete eletrônico, a nossa ideia é reaproveitar essas pessoas, ou parte delas,
onde tem pontos de vendas, essa coisa de dizer que nós causamos desemprego não
é verdade, pelo contrário, a Atlântico empregou.
O SERVIÇO DA ATLÂNTICO
“Paulo Afonso terá um transporte de
qualidade, para que se tenha uma ideia, estamos com 28 ônibus zero, é a frota
mais nova do Brasil, nosso sistema de bilhete eletrônico e rastreamento é todo
moderno, um serviço de ponta e viemos para fazer o diferencial.”
AGILIDADE, DISPONIBILIDADE DE ÔNIBUS
E FINS DE SEMANA
“A população vai estar satisfeita em
pouco tempo (já está), minha preocupação é que há lugares em que os
ônibus não passavam, então, em caráter experimental vamos testar na Vila
Nobre, interior da Prainha, Jardim Aeroporto e Boa Esperança para cobrir toda a
cidade.”
BARRAGEM LESTE
“Nós temos autorização do APA, eu
estive pessoalmente com o prefeito de Delmiro Gouveia, Padre Eraldo, mas até o
momento eu não recebi o retorno dele oficializando que nós poderemos rodar, por
isso, enquanto houver o impasse, estamos parados.”
Misael é natural de Macururé-BA, mas
mora em Paulo Afonso há mais de 40 anos. “Para mim é orgulho ser pauloafonsino
de coração e trazer um serviço de qualidade como esse para a minha cidade.”




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