O empresário baiano Jorge Menezes Carvalhal França tentou aplicar na
Bahia um golpe que atingiu mais de 25 mil pessoas em todo país.
Ele foi alvo de
um mandado de prisão como parte da operação Ouro de Ofir, deflagrada pela
Polícia Federal este mês a pedido da Justiça Federal do Mato Grosso do Sul. A
residência dele em Salvador, no bairro da Barra, também foi alvo de um mandado
de busca e apreensão. Jorge também teve contas bancárias bloqueadas.
Informações passadas ao Bahia Notícias indicam que o empresário alegava possuir
bilhões de reais bloqueados pelo Itaú e por bancos europeus. Além disso, ele sugeria
receber ligações com frequência de senadores, ministros e presidentes de
diversos órgãos. Ele participou de um golpe no qual era apontado como dono de
uma mina de ouro avaliada em R$ 9 trilhões.
Os autores do crime prometiam
lucros estratosféricos às vítimas em negócios fictícios envolvendo ouro que
seria "do tempo do Império". "Apesar dos autores alegarem que os
valores estratosféricos 'transferidos' a terceiros, em contrato, serem oriundos
de uma mina de ouro, nada disso encontra-se registrado ou respaldado com
documentação legal.
A suposta mina de ouro não passa de mais uma farsa criada e
replicada pelos autores e seus comparsas, como motivo para recursos tão
vultosos, que passariam da casa de trilhões de reais", relatou a Polícia
Federal no documento que decretou as prisões preventivas da operação Ouro de
Ofir.



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