Obra com o custo estimado em mais de 18 milhões de reais e já
devidamente licitada para construção de adutora que beneficia os municípios de
Macururé e Chorrochó foi alvo de protesto quarta-feira passada 11 de outubro de
2017 por moradores e membros de associações das Serras do Tonã e da Júlia,
Sítio, Marruá e outras comunidades vizinhas. O protesto foi realizado durante
reunião de representantes da CERB na quadra de esporte do Sítio de Herculano.
A Construção da Adutora em questão tem parceria do Governo do Estado
junto com o Governo Federal, através da CERB/BA e FUNASA.
A Companhia de Engenharia Hídrica e Saneamento da Bahia – CERB, que já
realizou a Concorrência Pública cujo nº. é 150004, que tem como objeto a
Implantação do Sistema Integrado de Abastecimento de Água para várias
localidades do município de Chorrochó e do município de Macururé, onde já fez a
convocação da "AMBIENTE CONSTRUTORA", empresa que ganhou a
responsabilidade de executar a construção.
O projeto consiste na implantação de sistema de água tratada e encanada
que vai beneficiar cerca de cinco (5) mil famílias entre Macururé e
Chorrochó, cuja captação será extraída dos Poços da Serra do Tonã e da Serra da
Júlia, e que moradores e membros de associações das localidades citadas se
colocam contra o uso dos respectivos poços artesianos.
Veja abaixo os reais motivos que levaram ao protesto com alguns itens
que foram debates durante a reunião com o pessoal da Cerb, e que segundo os
idealizadores do movimento voltarão a se reunir no dia 1º de novembro próximo.
ITENS:
1º - Exigimos respeito dos responsáveis pelo projeto que está sendo
implantado na nossa comunidade, pois não fizeram nenhuma reunião para nos
comunicar o real objetivo do citado projeto, e que só soubemos por comentários
e terceiros.
2º - Contestamos e cobramos essa reunião porque os terrenos que ficam ao lado
dos poços e nas direções que passam a encanação tem dono, e as famílias estão
preocupadas, e não foram comunicadas para saberem o que vai acontecer e qual
benefícios irão terem, e até onde poderão utilizar o espaço ocupado por esta
obra.
3º - Não estamos sendo contra em levar água para outras comunidades do
município de Macururé! É momento de reflexão, pois enquanto o nosso município
se acaba comprando água, nossos governantes estão deixando levar para o
município de Chorrochó; a verba lá é outra; o prefeito de lá está contribuindo
com sua contra-partida? Está?
4º - Acorda meu povo, vamos lutar, cobrar para perfurar outro poço, encostado
ao lado de um outro qualquer, vamos acabar com esse sofrimento e decidir o que
queremos, e não deixar que outros decidam por nós, pois se não tomarmos
cuidados São Francisco, Formosa e etc irão ficar no mesmo sofrimento de
Macururé e Sansaité, que todos iludiam dizendo “vai melhorar”, plantar e
etc...são 3 poços e olhem o sofrimento. O dinheiro que vem é de nosso povo! Mas
só fazem gambiarras, sabe porque? O povo cala!
5º - Macururé é um município carente, só tem emprego de prefeitura,
concursados porque contratados é temporário, e a única fonte de renda é o
criatório de animais, e alguém que tem condições de plantar alguns pés de
frutas, verduras etc, para se alimentar. Vamos cobrar, não importa em quem você
votou, eleição passa a cada 4 anos e o sofrimento continua.
6º - Reivindicamos aos governantes do nosso município e políticos de nosso
Brasil; esse dinheiro é do povo; pense no melhor para todos; pois o salário que
recebemos é o retorno dos impostos que é pago pela população.
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:
Na reunião que gerou os protestos dos moradores de diversas localidades
foi percebido a falta de confiança no que se refere ao término e finalização
total da obra em questão, ou seja, o povo não confia que a obra vá até o seu
final. Alguns moradores pediram a palavra e no uso do microfone fizeram
inúmeras denuncias graves, uma delas deu conta de que um poço artesiano que
veio para a Comunidade da Rocinha fora desviado para uma propriedade particular
de um político atuante, e que nossa redação não irá citar aqui o nome do
político por questão de responsabilidade e não conhecer o outro lado da
história mencionada na denuncia, e que cujo político fora citado por diversas
vezes sobre o uso de microfone a cada palavra franqueada aos moradores e
membros de associações presente, e que nossa presença la se deu por conta de um
convite já que somos imprensa notória no município e região.














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