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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

PAULO AFONSO: MÃE COM FILHO DOENTE ABANDONADOS PELO TRANSPORTE DA PREFEITURA DESABAFA. ‘HUMILHADA E DESPREZADA’

Mãe desabafa: humilde e desprezada
O filho de dona Marina, o jovem Odair Amorim da Silva, de 24 anos – portador de síndrome de Down-, que tem uma doença grave nas córneas e precisa urgentemente de um transplante para um dos olhos e cirurgia para o outro. Os procedimentos já deveriam ter sido feitos há dois meses, segundo recomendações médicas.
″Ele usava óculos direto e há três meses o médico me pediu que fizesse a cirurgia com urgência em Aracaju, e eu pensei, meu Deus e agora?, fui a prefeitura, consegui umas passagens para começar o tratamento e o médico de lá me pediu R$ 3.700 para exames e cirurgias″ conta dona Marina,moradora da Rua Marechal Rondon, centro de Paulo Afonso.
Odair Amorim na madrugada de hoje (26).
Aí começa a chaga de quem precisa do serviço público de saúde em Paulo Afonso, fora do período eleitoral, cuja realidade era outra: atendimentos aos domingos, exames a jato, consultas… enfim, uma resolutividade de deixar os países europeus com inveja.

Mas passados pouco mais de três meses do pleito, com tudo arrumadinho, sem a necessidade do estelionato da boa fé do povo, eis que dona Marina,  como ela mesma narra ‘não tem parentes importantes e é pobre’ arregaçou as mangas, fez rifa, feijoadas, veio os amigos e vizinhos, ajudaram-na e, feliz por ter conseguido juntar o dinheiro da cirurgia solicitou mais uma vez ajuda da prefeitura para chegar em Aracaju e evitar que o filho fique cego, além de todo sofrimento pelo qual já passa.

Então, o que os senhores acham que fez a Secretaria de Saúde de Paulo Afonso?, muito simples: em duas oportunidades, deixou dona Marina e seu filho esperando de madrugada na porta de casa.

Para alguém cuja necessidade do transplante é urgente, lá vai dona Marina ligar para a clínica de Aracaju, e desmarcar, a cirurgia que aconteceria segunda-feira (23), e aí passam-se os dias, então, mais uma vez, cirurgia confirmada para hoje, quinta-feira, os dois, mãe e filho, na madrugada sem dormir, sem informação, ficam de plantão no sereno esperando o carro da prefeitura, que novamente não veio.

″A cirurgia estava marcada para às 10 horas da manhã, falei com a assistente social da secretaria, que remarcou de ontem para hoje, de novo não vieram, eu estou aqui, e não tô boa não″, diz com seu jeito verdadeiro, ela que sofre com a diabetes e vem acumulando noites de insônia.

″Humilhação e desprezo, tenho certeza que se fosse a mãe ou a irmã da assistente social não teria sido tratada dessa forma, eu passo porque não tenho condições″, desabafou.
OZILDO ALVES
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