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sábado, 29 de outubro de 2016

QUEIMADA DA CANA-DE-AÇÚCAR LIBERA FULIGEM QUE INVADE CASAS EM PETROLINA

Na queima da cana é liberada a fuligem, pó causa incômodo a população. A procuradora da república, Polireda Medeiros, abriu um inquérito civil.

Em Petrolina, no Sertão de Pernambuco e Juazeiro, na Bahia, os moradores sentem a chegada da época do corte da cana-de-açúcar. Isso acontece porque no período da queimada da cana é liberada a fuligem. O pó preto causa incômodo a população, o problema é antigo e chegou a ter que ser resolvido no Ministério Público Federal.
A fuligem chega as casas da região e provoca muita sujeira. Na casa do eletricista Joel Souza, o pó está espalhado na parte externa e interna. "Todo dia de manhã a gente vem para limpar e não consegue. Isso prejudica a saúde da gente e ao meio ambiente.O problema da fuligem não se resume ao piso das casas, mas ao teto das residências também. "Gostaria que um orgão público se manifestasse, procurar as providências ou a gente tem que conviver sempre com esse mesmo problema", destaca.

Fuligem é resultado da queima da cana-de-açucar no Vale do São Francisco (Foto: Reprodução/ TV Grande Rio)Fuligem é resultado da queima da cana-de-açucar
no Vale do São Francisco
(Foto: Reprodução/ TV Grande Rio)
Hugo Cavalcanti também já não aguenta mais conviver com esse problema. Ele é vizinho do Joel e na área de sol da casa, o vidro tem que ficar fechado o dia todo, se não, o pó preto entra na área interna e passa para os tapetes  e móveis da casa. "Praticamente o ano inteiro tem essa situação de fuligem, que atormenta não só aqui em casa, como a vizinhança. Não se pode varrer, tem que lavar e a conta de água consequentemente sobe. Então é isso, a gente está praticamente no prejuízo todos os dias".
Esse caso foi parar no Ministério Público Federal. A procuradora da república, Polireda Medeiros, abriu um inquérito civil. Por enquanto, procuradora disse que não há prazo pra o inquérito ser concluído. "Esse procedimento visa a investigar esses danos que são relatados que não são só de natureza ambiental e estamos em fase de perícia. Estamos aferindo precisamente quais são os danos que são causados para a saúde, a relação com doenças respiratórias também. Nós visitamos hospitais e unidades de saúde para saber se houve um aumento coincidentemente de infecções com o corte da cana e a queimada".
Em nota, a Agroindústria do Vale do São Francisco (Agrovale) disse que vai finalizar no próximo mês a colheita da safra 2016, e que tem realizado constantes monitoramentos para a eficiência do processo produtivo e se esforçado para não causar desconforto à sociedade. A empresa informou ainda que tem cumprido rigorosamente os condicionantes ambientais para atender a legislação, e realizado mudanças no sistema de produção agrícola, substituindo gradualmente o corte de cana manual pela utilização de máquinas colheitadeiras para cana crua. O objetivo dessa substituição é fazer com que esse processo de corte da cana seja totalmente mecanizado.
G1/PETROLINA
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