Ibama diz que
foram mortos, cerca de um milhão, entre peixes e alevinos. Cemafauna deve retornar ao local para fazer estudo
aprofundado.
Um caso está deixando preocupados moradores da Zona Rural de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. No povoado de Caatinguinha dois, há quase um mês, peixes são encontrados mortos na Lagoa do Congo. Segundo um relatório preliminar do Ibama, o a mortandade já chega a quase um milhão de peixes. Por isso, o Ministério Público Federal (MPF) foi acionado e montou uma força-tarefa para tratar do assunto com Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Municipal de Meio Ambiente, Secretaria de Saúde de Petrolina e a Universidade do Vale do São Francisco (Univasf).
O agricultor Gilvan da Silva mora no povoado de Caatinguinha. Ele conta que há um mês os peixes começaram a morrer e que houve uma grande quantidade de peixes mortos às margens da Lagoa do Congo. “Os peixes estavam morrendo e eu achei uma coisa estranha. Não sabíamos se é o oxigênio que é pouco na água ou se foi sal demais. Ficamos muito triste, era demais a quantidade de peixes mortos. Esse riacho vem água do N-4 e a gente não sabe se veio algum produto na água, mas deixou todos surpresos”, comenta.
De acordo com o analista ambiental do Ibama, Vanderlei
Pinheiro, foram cerca de um milhão entre peixes e alevinos, de dez espécies
diferentes. “Quando eu cheguei no dia 22 de agosto o cenário não era tão grave
quanto no dia que recebi a denúncia que foi no dia 20. Pelas fotos que foram
tiradas, estava menos agressivo na segunda-feira. Mas a quantidade foi
significativa. Morreram várias espécies inclusive algumas bastante resistentes
a falta de oxigênio”
A Univasf através do Centro de Conservação e Manejo da
Fauna da Caatinga (Cemafauna) estudou a área e concluiu que as causas mais
prováveis para a morte dos peixes são as baixas concentrações de oxigênio da
água, provocadas pelo aumento da temperatura e concentração de sais dissolvidos
a partir do mês de agosto.
Estas conclusões, porém, ainda precisam ser confirmadas
a partir de um estudo mais aprofundado. Por isso, equipes do Cemafauna devem
retornar ao local.“Estamos organizando uma equipe para fazer uma vistoria na
região para verificar o que pode ter causado a mortandade dos peixes dessa
localidade. São técnicos treinados e que vão vir com equipamentos para fazer
uma análise de água e entrevista com a população ribeirinha para a gente fechar
um diagnóstico”, explica o analista ambiental do Cemafauna da Univasf, Gian
Carlos Arraes.
G1/PETROLINA


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