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quinta-feira, 14 de julho de 2016

O DESPREPARO POLÍTICO EM MACURURÉ

Já faz bastante tempo que os estudiosos da política fizeram a distinção entre ciência política e ideologia política. 

Lamentavelmente, alguns políticos de nossa pacata Macururé ainda não aprenderam a fazer esta distinção ou finge, o que acarreta graves prejuízos e ineficiência na obtenção dos resultados sociais no nosso município.
A título de rememória, vamos lembrar que a ciência política é constituída por aquele conjunto de providências que são tomadas a partir dos dados concretos que embasam a realidade social de uma cidade. Pelo seu caráter de formulação a partir de dados concretos, forçam a tomada de decisões que se tornam inquestionáveis.
A ideologia política, por outro lado, pertencendo ao mundo do dever-ser, diz respeito aquele ideário de concepções que emolduram as estratégias de ação, que por sua vez perderão qualquer sentido de coerência e eficácia em longo prazo, se não respeitarem a lógica e as condições inelutáveis da realidade. Como diz o ditado popular, de boas intenções o inferno está cheio…
Depois de notáveis e comentados acontecimentos negativos na nossa querida e sofrida Macururé gostaria de citar alguns exemplos dramáticos de confusões ideológicas que têm perpassado a nossa história política:
1) A pouca importância que os nossos políticos têm dado à realidade dos fatos, torcendo-os para justificar os seus propósitos, demonstrando com isso imaturidade e nenhuma responsabilidade com o povo carente.

2) A falta de continuidade na ação política, pela mudança constante de perspectivo planos e estratégias, desperdiçando esforços no meio do caminho, a exemplos de obras até louváveis, mas que iniciadas e jamais terminadas.

3) Promessas de mudanças radicais baseadas nas ações das gestões anteriores, causando descontinuidade nas ações públicas e sérios prejuízos à coletividade, a quem sempre cabe pagar a conta. É o nosso povo pagando o pato e comendo o pão que o diabo amassou.

4) O pouco compromisso dos políticos com os seus eleitores, que são solicitados apenas na época das eleições. Depois, nenhum contato e não honram suas palavras e promessas que agora fazem.

5) Irresponsabilidade no uso do dinheiro público, com baixo critério de compromisso ético com o povo e com a sua consciência.

6) Falta de vontade para implementar planos com ações sociais de longo prazo, que realmente venham contribuir para a solução de nossas graves mazelas em todo o município.

7) Grupos políticos extremamente corporativos, voltada na maioria dos casos para a defesa de seus próprios interesses, faltando-lhes sensibilidade para o trato das grandes questões municipais.
A continuar o discurso político como está, pouca esperança nos resta de que o nosso futuro possa ser melhor do que tem sido até agora. 
O que a nossa Macururé está necessitando urgentemente é de uma reforma política que estimule a participação voluntária das novas gerações, pela discussão mais participativa de nossos problemas.

Este foi o nosso desabafo que também pode ser uma dica, ou até mesmo uma indireta política aos fantoches de plantão. Será se Macururé existe? E se existe, existe pra quem?
Por Naldinho Beira Rio
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