A presidente
Dilma Rousseff (PT) desafiou os que defendem sua saída prematura do Palácio do
Planalto a tentar tirá-la da cadeira e a provar que ela algum dia "pegou
um tostão" de dinheiro sujo. "Eu não vou cair. Eu não vou, eu não
vou. Isso aí é moleza, é luta política", disse a presidente nesta
segunda-feira (6), em entrevista publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, a
primeira desde que adversários voltaram a defender abertamente seu afastamento
do cargo.
Apesar do cerco político que parece se fechar a cada dia, Dilma
chamou os opositores para a briga. "Não tem base para eu cair, e venha
tentar. Se tem uma coisa que não tenho medo é disso", afirmou a
presidente, acusando setores da oposição de serem "um tanto
golpistas".
Com dedo indicador direito erguido, foi mais enfática: "Não
me atemorizam". A presidente tirou o PMDB da lista de forças políticas que
tentam derrubá-la. "O PMDB é ótimo", disse a petista, esquivando-se
de responder sobre o flerte de figuras do partido com a tese do impeachment.
Dilma descartou a hipótese de renúncia e comentou o boato
disseminado na internet, e prontamente desmentido por ela, de que havia tentado
se matar. "Eu não quis me suicidar na hora que eles estavam querendo me
matar lá [na cadeia, durante a ditadura militar], a troco de que eu quero me
suicidar agora?".
Durante a Convenção Nacional do PSDB no último domingo (5), o
senador Aécio Neves, reconduzido ao cargo de presidente do partido, afirmou que
a presidente "não concluirá seu mandato", e o ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso afirmou em seu discurso que "o PSDB sabe governar e está
pronto para assumir o país".


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