Uma grande mobilização em frente ao
prédio da rede Record/BA, paralisou algumas das atividades nas emissoras
na manhã do dia 8 de maio. Acompanhados pela direção do seu sindicato, o
SINTERP/BA, os Radialistas já se concentravam em frente à empresa desde
as 3h da madrugada. Cerca de 150 trabalhadores cruzaram os braços e a
emissora não veiculou sua programação normal, no período da manhã, pois
os programas carros-chefes não puderam ser transmitidos, como, por
exemplo, o Jornal Bahia no Ar, apresentado por Jessica Senra e o Balanço
Geral, com Raimundo Varela.
Mesmo com a presença da polícia sendo
solicitada pela direção da rede, com o intuito de inibir a mobilização, a
categoria fez a manifestação de forma pacífica e ordeira, focada no seu
objetivo, que é defender um percentual negociável e garantir os seus
direitos já conquistados. No final, foi realizada uma assembleia
extraordinária com todos os trabalhadores, conscientizando-os da
necessidade da união da categoria e da participação. Foi unânime o
desejo dos trabalhadores em recusar a proposta de 5% do patrão.
O Radialista e vereador Leandro
Guerrilha esteve presente apoiando a campanha e o movimento. “Está na
hora de unirmos a classe. Só dessa maneira vamos conseguir vencer. É
inadmissível que os profissionais da comunicação não consigam se
comunicar com os patrões ou ao menos serem ouvidos. Espero que não
tenhamos que tensionar ainda mais para garantir nossos direitos”,
declarou.
O Ex-Secretário de Comunicação, Robinson
Almeida, disse que é solidário à luta dos trabalhadores da
Radiodifusão. “Espero que todos tenham condições dignas de trabalho para
o exercício de suas profissões.”
Edmundo Filho, da Coordenação de Rádio
da SECOM, acha que tem que haver respeito ao trabalhador e à própria
realidade que as empresas vivem. “Elas investem em tecnologia, além de
outros avanços, e isso não pode estar na contramão de preservar seu
maior patrimônio que é o trabalhador. É necessário ter bom senso.”
Na visão dos trabalhadores, o sindicato
patronal não teve a sensibilidade de acompanhar o movimento das outras
categorias, oferecendo apenas 4%. “ O que o sindicato pleiteia é muito
justo, pois quando o patrão repõe a inflação, o trabalhador já está
começando a perder no dia seguinte. Se eles repõem apenas a inflação,
ano após ano, daqui há alguns anos estaremos com salário mínimo. Não é
apenas a reposição da inflação que tem que ser feita, tem que repor a
perda do ano seguinte, também. Tem que ter ganho real de, pelo menos,
5%. A categoria está apoiando o movimento porque está insatisfeita,
porque o salário é baixo, tem que ser reposto”, explicaram.
Os funcionários disseram que é preciso
respeitar o movimento, pois a reivindicação é justa. Como qualquer
categoria, os Radialistas estão exercendo os direitos constitucionais de
reivindicar melhores salários. “Esperamos que os empregadores entendam
que nós funcionários representamos a grande força de trabalho que dá
vida a suas empresas e consequentemente os lucros que obtêm. Nada mais
justo do que sermos reconhecidos com salários dignos.”
Fonte/ ASCOM/CUT-BA
Nenhum comentário:
Postar um comentário