Vivendo sob um cerco cada dia mais estreito por parte da mídia
conservadora, as forças democráticas investem, cada vez mais, na
comunicação pela via da internet. Esses novos ventos de modernidade
levaram a aprovação pelo Congresso nacional da lei do marco civil da
internet, colocando o Brasil na vanguarda mundial, sendo essa lei como
uma verdadeira "constituinte" da rede, coletando elogios pelo mundo.
O monopólio exercido pelas famílias dos grandes meios de comunicação, no
início, tentou influenciar para que a proposta viesse na medida de suas
orientações. Ao não conseguir vencer a "queda de braço" com as empresas
de telecomunicações acabou apoiando a proposta vencedora.
Fiz esse preâmbulo para entrar no cerne da questão: o papel
preponderante das redes sociais para rebater as calúnias e mentiras que
diuturnamente são disseminadas por essa mesma mídia contra as ações dos
governos populares.
Infelizmente ainda não foi regulamentado o direito de resposta, que
exigiria do veículo caluniador proporcionar o mesmo espaço e tempo de
exposição para aqueles que fossem vítimas de crimes de imprensa.
Enquanto isso não acontece só nos resta trabalhar nas redes sociais.
Cresce a audiência dos blogs progressistas no país. Esses são os
verdadeiros defensores de uma nova visão de combate à mesmice e a
ditadura do pensamento único. Foi tamanho o absurdo a forma como os
jornalões trataram a entrevista concedida pelo ex-presidente Lula aos
blogueiros, denotando uma certa inveja pelo fato destes terem sido
excluídos do rol de entrevistadores.
Nós do Partido dos Trabalhadores defendemos uma verdadeira
democratização das comunicações no Brasil, inclusive, ajudando a
promover uma campanha nacional de coleta de assinaturas com vistas a
apresentação ao congresso nacional de um projeto de lei que regulamente o
mercado e ponha fim a essa vergonhosa "oligopolização" dos meios de
mídia que não tem paralelo no mundo.
Entender a dinâmica das novas ferramentas de comunicação, inclusive,
buscando subsídios e interações fora do chamado eixo Rio-São Paulo é um
dos objetivos do PT. Temos realizado oficinas de redes sociais em todas
as regiões do país, estamos tentando contribuir para a construção de uma
linguagem dinâmica e mais próxima das exigências desse Brasil cada vez
mais integrado e solidário, cujas potencialidades foram esquecidas ou
até estigmatizadas pelo elitismo midiático.
A forma como a questão da política vem sendo tratada pela mídia
comercial merece uma profunda reflexão daqueles que lutam pela
preservação da democracia e do estado de direito em nosso país. A
criminalização exacerbada da política visa, no meu entender, tentar
apartar a maioria da população das discussões da política.
A resistência política e cultural em toda a história brasileira partiu
dos setores de esquerda e progressista. O conservadorismo baseado no
tripé tradição, família e propriedade, cujos sustentáculos principais
são os "donos do dinheiro" e os capitães dos veículos de mídia esgrimam
pela sua preservação. A luta contra esse estado de coisas além de árdua
será longa. Não se pode engolir o fato destes "senhores" arvorarem em
guardiões do interesse nacional quando na verdade operam pelo
fortalecimento dos seus interesses de grupo.
Desmistificá-los, trazendo para a luz do debate o mal que faz a nação
brasileira a persistência do monopólio, torna-se tarefa urgente e
primordial das forças progressistas.
A rede petista e dos demais setores políticos e sociais do campo da
esquerda têm trabalhado na conscientização e na busca de novos caminhos.
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