O
Município de Nordestina poderá ser o novo motor do desenvolvimento da
Bahia nos próximos anos, as novas descobertas de diamantes podem
transformar o município no Novo Eldorado da Mineração Brasileira.
Com investimentos em torno de R$ 100
milhões, a empresa Lipari Mineração vai começar a produzir, em escala
comercial, no primeiro trimestre de 2015, diamantes na mina de Braúna,
em Nordestina, no semiárido baiano. A produção média anual estimada de
diamantes é de 225 mil quilates, ao longo da vida útil de 7 anos da mina
à céu aberto, com possibilidade de desenvolvimento de mina subterrânea.
“Teremos a primeira mina de diamantes de fontes primárias da América do
Sul”, comemora o governador Jaques Wagner, feliz com a possibilidade da
Bahia entrar no seleto clube dos maiores produtores mundiais de
diamantes.
Para o secretário da Indústria, Comércio
e Mineração, James Correia, produzir diamantes é abrilhantar todo um
trabalho feito pelo Governo do Estado, pelo DNPM e pela CBPM em apostar,
de fato, na mineração baiana. Ele afirma que somente no setor mineral,
já existe uma carteira de investimentos da ordem de R$ 31 bilhões, em
investimentos e pesquisas, previstos até 2016. O Projeto Braúna abrange
22 ocorrências de kimberlito, rochas vulcânicas formadas à grandes
profundidades e cuja existência é fundamental para que diamantes possam
ser encontrados.
Foco dos trabalhos de pesquisa
gemológica e desenvolvimento desde 2008, o depósito da BR-03 é o maior
dentre as ocorrências do Projeto Braúna.“Em cinco anos, os resultados da
unidade BR-03 foram altamente positivos, sendo extraídos os primeiros
diamantes baianos da mina situada em Nordestina, a 359 Km de Salvador.
Agora, em janeiro de 2013, atualizamos a estimativa de recursos minerais
do depósito kimberlítico, com potencial mineral de mais 1,7 milhões de
quilates”, explica o canadense Keneth W. Johnson, diretor-geral da
Lipari. A meta da empresa é tornar-se a maior produtora de diamantes
brutos da América do Sul.
Além de ser diretamente beneficiado pela
redução das alíquotas de ICMS para gemas e jóias, o projeto vai
implicar também em investimentos em infraestrutura. “O transporte do
ouro é feito através de helicópteros. Para os diamantes, precisaremos de
aviões. Então, já vamos começar a estudar um projeto para a construção
de um aeroporto, que certamente vai beneficiar toda aquela região de
Nordestina, Santa Luz, Queimadas, Cansanção, Quijingue, Tucano, Monte
Santo, Euclides da Cunha e Ribeira do Pombal”, avalia o secretário da
Infraestrutura, o vice-governador Oto Alencar.
.As informações são do Bahia Econômica e Jornal A TARDE /Foto: Lipari Mineração)
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