Além disso, os atuais prefeitos foram obrigados a pagar a conta de dois
reajustes decididos pelo governo federal: o do salário mínimo e o do
piso salarial dos professores. A União decide em Brasília qual será o
percentual desses reajustes e manda a conta para os municípios pagarem.
Isso levou algumas prefeituras à falência, deixando outras sem nenhuma
reserva de caixa para investir em obras de infraestrutura. É esse o
quadro nebuloso que os prefeitos eleitos irão herdar a partir de
janeiro.
Os que souberem fazer conta, provavelmente sobreviverão. Irão promover
corte de gastos, envolvendo aluguel de veículos, servidores
terceirizados, etc. Esses terão chance de preservar a popularidade
intacta, ainda que não realizem grandes investimentos nos primeiros seis
meses de gestão. Já os que não sabem Matemática, deverão sofrer um
pouco mais. Vão entupir a máquina com afilhados políticos, correndo o
risco de, seis meses depois, não terem a mínima condição de andar nas
ruas.
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