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segunda-feira, 10 de julho de 2017

LUIZ DE DEUS DECRETA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA E CITA “DESASTRE” EM VIRTUDE DA SECA EM PAULO AFONSO

Imagem aérea de parte da cidade de Paulo Afonso-BA (Divulgação)
O prefeito Luiz de Deus (PSD) decretou ‘Situação de Emergência’ no município de Paulo Afonso, em documento publicado no Diário Oficial  no último dia 22 de junho.

O texto é dramático. Não vivêssemos nós na mesma cidade, estaríamos agora surpresos, por exemplo, segundo o prefeito, desde 2012, a área rural e urbana ‘teve graves prejuízos de sua atividade produtiva’.

Em 2012, de fato a seca no Nordeste talvez tenha sido umas das mais agudas da história, porém, de lá para cá, e no que tange à atividade urbana, é novidade que a falta de chuvas tenha sido um fator que desequilibrou a cadeia produtiva.

Qual produção foi atingida na área urbana? Não há no texto um mísero exemplo. Aliás, para além do comércio – que até onde se sabe não tem relação com feijão ou milho – salvo hortifrúti  comercializado nas feiras e supermercados – a escassez de chuva, segundo aponta a emergência deixou sérios danos.

A SAÚDE E A SUBSISTÊNCIA DAS PESSOAS DA ÁREA RURAL

A partir deste decreto, em resposta ao ‘desastre’ ocorrido em Paulo Afonso – sem que 120 mil habitantes o tenham notado – os órgãos municipais, bem como voluntários  vão participar de uma intensa campanha para arrecadar recursos junto a comunidade com objetivo de facilitar ações de assistência à população afetada pela seca.

Então tem-se o seguinte: no ano em  que o município tem o maior orçamento da história, cerca de R$ 280 milhões, a prefeitura quer que o ‘povo’ ajude às comunidades rurais que estão sofrendo com a seca desde 2012. Interessante que o predecessor de Luiz, Anilton Bastos (PDT), nunca tenha pensando em semelhante ideia.

ATENÇÃO: COM A ‘TRAGÉDIA’, HAVERÁ DISPENSA DAS LICITAÇÕES

Como estamos numa situação de emergência, e a lei garante nestes casos, a prefeitura irá dispensar o processo de licitação para adquirir prestação de serviços, de obras  e  de bens necessários à reabilitação dos cenários catastróficos.

A NOVIDADE

Sempre se soube que Paulo Afonso não explorava seu potencial agrícola como poderia, com tanta terra e água boa, agora, pelo decreto de Luiz de Deus se descobriu uma grande produção, ainda não se sabe do que exatamente: se deixamos de produzir milho, ou feijão, ou quem sabe batatas? Diante da tragédia havida na área rural, é bom que se descubra logo.


OZILDO ALVES
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