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sexta-feira, 27 de maio de 2016

MEMORIA DISPERSA DE CHORROCHÓ.

Eloy Pacheco de Menezes fez parte de uma época de lutas e turbulências do município de Chorrochó. Integrante de família tradicional, carregava no nome a marca de uma estirpe muito respeitável na região: Pacheco e Menezes.  
Em todo o território do município e circunvizinhança, principalmente na zona rural, quando os sertanejos falavam em respeito e dignidade, era comum a referência a “os Pachecos”, como senhores portadores desses atributos tão importantes na vida do povo nordestino.
Um dos legados de Eloy Pacheco de Menezes foi e será a luta constante e intensa que travou, ao lado de Dorotheu Pacheco de Menezes, amigo e confidente, em prol dos interesses de Chorrochó. Ao consolidar-se a emancipação do município em 12.09.1954, Eloy foi nomeado gestor dos negócios municipais, uma espécie de prefeito provisório, por decreto do então governador da Bahia, Luís Régis Pacheco Pereira. Nessa condição, foi o responsável pela instalação dos serviços públicos do município, enquanto as instituições precariamente se acomodavam.
Ó
Todavia, a história registra alguns atributos de Eloy, além dessa arraigada luta política ao lado de Dorotheu: o caráter inflexível, a dignidade e a intransigência quando, eventualmente, sentia sua honra ameaçada. Noutras palavras, era valente, pavio curto e, sobremaneira, decidido. Em defesa da família e de seus valores morais era impassível, afoito, corajoso, audaz.

Embora Chorrochó, através de seus órgãos de cultura, nunca tenha evidenciado o papel de Eloy Pacheco de Menezes na história do município, é inegável sua contribuição para edificar os alicerces de que hoje o município dispõe. Dir-se-ia que Eloy foi um daqueles “coronéis” intransigentemente engajados na luta pela grandeza do município, embora ele não tenha sido propriamente, um coronel nordestino, na acepção sociológica da palavra.

Eloy viveu numa época em que era evidente a ausência de entendimento entre as lideranças municipais, fato esse que direcionava os assuntos políticos para o terreno das relações pessoais. Tempos difíceis, em que a convivência em comunidade entre os políticos e líderes dava-se de forma arredia, desconfiada, vigilantemente atenta.
Naquele tempo, as correntes políticas de Chorrochó tinham inimigos e não adversários. E Eloy nunca subestimou o lado contrário, mas não vergava quando o assunto era o arranhar de sua honra.  Em razão disto, tinha fama de duro, valente, intransigente. Aqui, o fundo de verdade é de ordem geral. O homem nordestino daquele tempo era zeloso com sua honra e construía a reputação alicerçada no respeito e na palavra empenhada. 
  
Casado com Maria Argentina de Menezes, uma elegante senhora da sociedade chorrochoense, Eloy constituiu uma família honrada e decente que enriquece Chorrochó até hoje, através de sua valiosa e respeitável descendência. Transmitiu aos seus filhos a mesma retidão de caráter que ostentou até a morte.

Eloy, sua esposa Maria Argentina de Menezes e seus filhos Ernani do Amaral Menezes, Maria Menezes (Pina) José Eudes de Menezes (Iê) e Antonio Euvaldo Pacheco de Menezes (Totó) contribuíram, cada um a seu modo, para uma quadra inesquecível da história de Chorrochó, que deve muito a todos eles.
A história de Chorrochó precisa retirar Eloy Pacheco de Menezes do esquecimento e colocá-lo à luz do conhecimento das novas gerações.
Por Walter Araujo/Blog/CHORROCHÓ EM FOCO
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