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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

CHEFE DA POLÍCIA CIVIL DE PERNAMBUCO VEM A PETROLINA PARA TRATAR DO CASO BEATRIZ

Reunião entre delegados está programada para quinta-feira (14). Prisão de suspeito ou fim do inquérito será apresentado apenas em coletiva.
O chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Antônio Barros, estará na próxima quinta-feira (14), em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, onde participará de uma reunião com todos os delegados seccionais da Diretoria Integrada do Interior (Dinter II). Durante o encontro, Antônio Barros pretende reunir o máximo de informações sobre o caso da menina Beatriz Angelica Mota, assassinada a facadas no dia 10 de dezembro no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. De acordo com a assessora de imprensa da Polícia Civil, Gerlândia Bezerra, que confirmou a informação, ainda não foi definido o horário e local da reunião.

Segundo Gerlândia a reunião não vai acontecer apenas por causa do caso Beatriz. “Será um encontro com todos os delegados e o chefe da Polícia Civil vai aproveitar para acompanhar o caso de perto, saber dos desdobramentos, o que foi feito até o momento e o que pode ser feito. Vamos aproveitar melhor a reunião, dedicando um tempo maior para este caso. Uma comitiva do Governo do Estado estará em Petrolina para discutir diversas situações, entre elas a segurança, onde entra a questão da menina Beatriz”, relatou.

A expectativa é de que outros segmentos como Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e o Comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM), Ricardo Peres, também participem.

Sobre novidades em relação ao caso, a assessora esclareceu que no momento nada pode ser revelado. “Não podemos adiantar nada. Se tiver algum fato novo, será apresentado durante essa reunião ou depois deste encontro. É assim que trabalhamos nestes casos. O delegado fala no início e só ao fim do inquérito, após a conclusão, é que pode se pronunciar. Quando acabar, vamos fazer uma coletiva para apresentar as informações, como quem cometeu o crime, se teve mais de um envolvido, qual o motivo, entre outras questões”, explicou Gerlândia.

Manifestações
Em relação as manifestações da população, pedindo uma resposta da polícia sobre o homicídio, a assessora detalha que o assunto deve ser tratado com cautela. “As pessoas fazem isso, mas é uma prática que atrapalha a investigação. Segue sob sigilo para evitar conversas, para que não tomem um rumo diferenciado, porque algumas pessoas criam fatos, comentam em redes sociais e isso tudo atrapalha a investigação. Então, o que estamos fazendo é para ajudar”, argumentou.
 
Crime ocorreu no colégio Nossa Senhora Auxiliadora (Foto: Taisa Alencar / G1)Crime ocorreu no colégio Nossa Senhora
Auxiliadora (Foto: Taisa Alencar / G1)
Entenda o caso
A menina Beatriz Angelica Mota, de 7 anos, foi morta a facadas durante uma aula da saudade das turmas do terceiro ano do colégio particular Nossa Senhora Auxiliadora. O corpo da criança foi encontrado em uma sala de material esportivo que estava desativada, dentro da quadra de esportes onde acontecia a festa. Na época, a delegada responsável pelo caso, Sara Machado, disse a imprensa que quem praticou o crime foi ao local apenas com a intenção de matar a criança.

Imagens das câmeras de segurança do colégio, da Polícia Militar (PM) e de estabelecimentos comerciais que cercam o colégio foram solicitadas e continuam sendo analisadas. Devido à complexidade do homicídio, o delegado da 26ª Delegacia Seccional de Petrolina, Marceone Ferreira assumiu as investigações e relatou que o caso é de fácil resolução.
G1 PE

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